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Exército livra Pazuello de punição por participar de ato com Bolsonaro: sem “viés político”

O Exército brasileiro arquivou o processo administrativo que havia sido feito contra o ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, por ter participado de ato junto de Bolsonaro. O argumento usado foi estapafúrdio.

quinta-feira 3 de junho | Edição do dia

O Exército acatou justificativa estapafúrdia de Pazuello de que o ato não possuía “viés político”, uma vez que Bolsonaro não está filiado a nenhum partido político no Brasil.

Decisão é feita em cima de argumentos no mínimo risíveis. Segundo a defesa de Pazuello, o ato “não era político-partidário” pois Bolsonaro não está filiado a nenhum partido. Um argumento estapafúrdio, pois evidentemente os interesses de Bolsonaro com o passeio de moto e o comício no caminhão de som eram altamente políticos.

Pazuello foi o comandante em chefe do ministério da saúde durante os piores meses da pandemia no país. Compartilhando a responsabilidade das centenas de milhares de mortes com Bolsonaro, os militares e também so governadores e o STF, o ex-ministro saiu do governo, mas logo foi nomeado para outro cargo. Decisão do exército joga lenha na fogueira de um jogo de cena entre as declarações de generais e da grande mídia, para no final das contas deixar impune o ex-ministro. Veja abaixo nota do Exército:

Acerca da participação do General de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general.

Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello.

Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”.




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