Política

IMPUNIDADE

Na CCJ, deputado bolsonarista assume assassinatos e ataca deputadas do PSOL e do PT

Em argumentação com a deputada do PSOL, Fernanda Melchionna, o deputado bolsonarista delegado Éder Mauro (PSD-PA) volta a demonstrar sua irracionalidade e violência hoje em fala na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

quarta-feira 12 de maio| Edição do dia

Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

Ocorreu hoje a 28ª reunião deliberativa extraordinária da CCJ, que é presidida pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), e o deputado delegado Éder Mauro (PSD-PA), figura que além de outros predicados compõe a bancada da bala e já foi condenado por disseminar fake news à favor de Jair Bolsonaro, atacou as parlamentares mulheres de forma desrespeitosa e violenta.

Durante a fala da deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), sobre um tema específico, as taxas abusivas no sistema de fornecimento de energia elétrica durante a crise sanitária que assola à todos, na reunião que era composta também por deputados que estavam ali de forma remota, houve uma interrupção em sua fala, causada pela queda de energia de seu equipamento móvel. Foi aí que o deputado Éder Mauro agradeceu a Deus pelo fato do problema técnico ter silenciado a deputada. Quando questionado, não assumiu a intenção de seu comentário, mas logo depois mostrou sua verdadeira face.

Em sua fala o deputado federal bem alterado assumiu que é um assassino e desejou que as deputadas de esquerda "não acordassem amanhã". Em outro momento se refere à deputada Maria do Rosário (PT-RS), que se manifestou em solidariedade à deputada Fernanda, como a “Maria do chilique” e “Maria do barraco”.

Éder Mauro em 2016: Câmara discute projeto de lei que garante impunidade a policiais

em 2017: Deputados aprovam impunidade de Temer, veja como cada um votou

e mais recentemente: Misoginia: boçal Eduardo Bolsonaro chama deputadas mulheres de "portadoras de vagina"

Com a presidência da deputada da base do governo bolsonarista, Bia Kicis (PSL-DF), foi notável na reunião a pressa com que a presidenta da CCJ quis avançar sem levar em consideração a violência das falas do deputado, que também é da base do governo bolsonarista na Comissão. Essa pressa tem motivo claro. Debater como aprovar mais ataques ao conjunto da população brasileira, como por exemplo a aprovação de regras mais permissivas no que se refere ao licenciamento ambiental, e centralmente, a reforma administrativa, que é a reforma trabalhista no serviço público e promete ataques ainda mais profundos à um setor importante na composição da classe trabalhadora brasileira.

Veja também: 7 pontos da trajetória reacionária de Bia Kicis, bolsonarista que comandará a CCJ

Em plena pandemia do novo coronavírus, onde aqui no Brasil nos aproximamos de meio milhão de mortes, a base do governo ironiza, ofende, tenta silenciar e deslegitima falas que vão de encontro às demandas sensíveis aos setores mais pauperizados da população.

Nós, do Esquerda Diário, queremos expressar nossa total solidariedade às deputadas Fernanda Melchionna e Maria do Rosário. Além de expressar nosso rechaço às formas que a direita e a extrema-direita brasileira, base fundamental do governo bolsonarista, utilizam da violência machista, racista e lgbtfóbica para atacar os parlamentares de esquerda. Eles jamais irão nos calar!




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