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GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro tem a pior aprovação em seu mandato, segundo Datafolha

Aprovação a Bolsonaro cai 6 pontos percentuais e chega a 24%, o que representa a pior marca desde o início de seu mandato. Ainda segundo o Datafolha, a rejeição ao governo é de 45%, sendo mulheres, negros e jovens de 16 a 24 anos quem lidera a avaliação negativa.

quinta-feira 13 de maio| Edição do dia

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Em pesquisa realizada pelo Datafolha entre terça-feira (11) e quarta-feira (12), com 2.071 entrevistas presenciais em 146 municípios do Brasil, a aprovação à Bolsonaro caiu para 24% dos entrevistados, o que representa 6 pontos percentuais a menos que a última pesquisa realizada em março, quando a aprovação ao governo era de 30%.

Essa é a pior marca deste o inicio do mandato, sendo que desde dezembro, a avaliação positiva caiu 13 pontos percentuais, quando a pesquisa do Datafolha atingia o recorde de aprovação de 37%.

O governo é avaliado como ruim ou péssimo por 45 % dos entrevistados, um ponto percentual a mais que a pesquisa realizada em março. Desde o último mês de 2020 a rejeição ao governo também teve uma variação de 13 pontos percentuais, subindo de 32% em dezembro para os 45% nessa pesquisa. Ainda segundo a pesquisa, 30% dos entrevistados avaliam o governo como regular.

Segundo o Datafolha, os grupos que lideram a rejeição ao governo são mulheres, negros e jovens. Estes, que são os mais oprimidos e explorados que durante a pandemia mais sofreram com a morte pela covid-19, o desemprego e a fome.

Essas pesquisas, que mostram a pior aprovação ao governo e um aumento da rejeição, podem ser um sinal que demonstre disposição de se mobilizar para derrubar tanto este governo, quanto todo o regime do golpe, responsáveis por centena de milhares de mortes na pandemia, pela ampliação dos ataques aos trabalhadores, aumentando a precarização e o desemprego.

Leia também: Por que nem a CPI e nem o impeachment são saídas para o sofrimento da população?

No entanto, a classe trabalhadora segue paralisada pela ação das direções sindicais, com a CUT e CTB (dirigidas pelo PT e PCdoB) que estão a frente de importantes sindicatos e seguem em uma trégua sem fim ao Bolsonaro, com ilusões no judiciário, como se fosse possível barrar os ataques históricos nos setores golpistas.

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